Durante muito tempo, a visibilidade digital esteve diretamente associada à posição de um site nos resultados do Google. Estratégias de SEO bem executadas, com foco em palavras-chave, backlinks e otimizações técnicas, eram suficientes para gerar tráfego, leads e vendas.
No entanto, esse modelo vem sendo gradualmente transformado. Segundo análises e tendências discutidas na NRF Retail’s Big Show 2026, o avanço da inteligência artificial está alterando não apenas as ferramentas de busca, mas principalmente o comportamento do consumidor ao longo da jornada de compra.
Essas mudanças também foram analisadas sob a ótica do varejo brasileiro. De acordo com o artigo publicado pelo portal Varejo SA, da CNDL, um dos principais aprendizados do evento é que o consumidor busca cada vez mais respostas rápidas, contextualizadas e confiáveis, muitas vezes sem a necessidade de navegar por diversos sites.
SEO tradicional: o que funcionava até agora
O SEO tradicional foi construído a partir de uma lógica clara: otimizar páginas para mecanismos de busca baseados em indexação. Isso envolvia:
- Escolha estratégica de palavras-chave;
- Criação de páginas otimizadas para ranqueamento;
- Produção constante de conteúdo;
- Autoridade de domínio e backlinks.
Nesse cenário, o usuário pesquisava, comparava resultados, clicava em links e navegava] por diferentes páginas até formar sua decisão.
Esse modelo ainda existe, mas já não é suficiente para sustentar a visibilidade de longo prazo.
GEO: quando a IA passa a interpretar, resumir e recomendar
Hoje, uma parcela significativa das buscas acontece em ambientes que não funcionam mais como listas de links, mas como sistemas de resposta. Ferramentas de IA, como buscadores com inteligência artificial integrada e assistentes conversacionais, entendem a intenção do usuário e entregam a resposta pronta.
Esse movimento é chamado de GEO (Generative Engine Optimization).
Segundo análise publicada pelo E-commerce Brasil, o GEO representa uma mudança estrutural: não basta que o conteúdo exista, ele precisa ser compreendido, interpretado e confiável para a IA que irá recomendá-lo.
Na prática, isso significa que fatores como organização das informações, clareza da estrutura e coerência da experiência digital passam a pesar tanto quanto o conteúdo em si.
O impacto direto do GEO na visibilidade dos e-commerces
Para o e-commerce, essa mudança é ainda mais sensível. Plataformas de IA tendem a priorizar sites que apresentam:
- Arquitetura de informação bem definida;
- Experiência de navegação fluida;
- Conteúdos contextualizados e completos;
- Boa performance técnica.
E-commerces com estruturas confusas, categorias mal organizadas ou plataformas engessadas são mal interpretados pelos motores de IA, o que reduz drasticamente sua presença em recomendações automáticas mesmo quando possuem bons produtos ou investimentos em mídia.
Por que muitas empresas perdem tráfego mesmo investindo em SEO
Esse novo cenário ajuda a explicar uma dor recorrente do mercado: empresas que continuam produzindo conteúdo, investindo em SEO e mídia paga, mas observam queda de tráfego ou estagnação nos resultados.
Como já mencionado em outros conteúdos do blog da Flexy, plataformas genéricas costumam impor limitações conforme a operação cresce, dificultando ajustes na experiência, na arquitetura e na performance do e-commerce.
Essas limitações impactam diretamente a forma como o site é interpretado não apenas pelo usuário, mas também pelas inteligências artificiais responsáveis por recomendá-lo.
O que precisa mudar agora: ações práticas para o novo cenário
Diante desse contexto, algumas ações deixam de ser opcionais e passam a ser estratégicas:
- Revisar o design de interface e a experiência do usuário;
- Organizar categorias, produtos e informações de forma lógica;
- Garantir performance, estabilidade e velocidade;
- Adotar plataformas flexíveis, que permitam evolução constante;
- Tratar o e-commerce como um ativo central da estratégia digital;
Mais do que vender, o e-commerce precisa comunicar, contextualizar e estruturar informações de forma inteligível.
A conexão natural com a Flexy
Esse cenário reforça um ponto central: a tecnologia do e-commerce influencia diretamente sua visibilidade. Plataformas engessadas limitam a capacidade de adaptação às novas formas de busca e decisão.
A Flexy se posiciona como uma plataforma preparada para um ambiente em que experiência, estrutura e tecnologia caminham juntas, permitindo que operações complexas evoluam sem comprometer performance, usabilidade ou escalabilidade.
Conclusão: visibilidade deixou de ser só ranking
A busca mudou. O consumidor mudou. E o e-commerce precisa acompanhar essa transformação.
Hoje, a visibilidade não é apenas aparecer em primeiro lugar, mas ser compreendido e recomendado por sistemas inteligentes. Investir em estrutura, experiência e tecnologia deixou de ser diferencial tornou-se requisito para continuar relevante.
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