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O que acontece com as indústrias que não digitalizarem seus canais de venda até 2028

Gestor industrial analisando indicadores de desempenho em um escritório, representando os desafios da digitalização dos canais de venda B2B.

O comprador B2B mudou. A indústria, em muitos casos, ainda não. Até 2028, 75% das transações B2B serão fechadas por canais digitais — e quem não estiver posicionado nesse movimento vai perder clientes sem receber um único e-mail de cancelamento. Este artigo mostra o que está em jogo, por que tantas indústrias ainda travam nessa decisão e quais são os primeiros passos concretos para não ficar para trás.

Um cenário de 2028 que já está começando agora

Imagine um Diretor Industrial olhando para os números do trimestre. Os produtos continuam bons. O estoque, regular. A equipe, a mesma de sempre. Mas os pedidos caíram.

Não existe reclamação formal. Nenhum cliente ligou para dizer que vai embora. O que aconteceu foi mais silencioso: o comprador B2B simplesmente parou de ligar — e passou a comprar de um concorrente que tem portal de pedido, histórico de compras acessível e reposição sem depender de agenda de representante.

Essa cena não é ficção científica. Ela já está ocorrendo em segmentos industriais brasileiros onde parte dos compradores é millennial ou Gen Z — perfis que tratam o processo de compra B2B com a mesma expectativa de autoatendimento que têm no consumo pessoal.

A diferença entre 2026 e 2028 é o volume. Hoje, é uma parcela dos compradores. Daqui a dois anos, é a maioria.

O que os dados dizem sobre a digitalização de canais de venda B2B até 2028

Não se trata de tendência especulativa. Os números já estão consolidados.

Segundo o Gartner, 75% das transações B2B serão realizadas por canais digitais até 2028. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, 80% dos ciclos de venda B2B já contarão com ambiente digital colaborativo até o fim de 2026 — ou seja, antes do prazo que muitos gestores industriais consideram “ainda distante”.

Há um dado adicional que merece atenção especial: empresas com alta maturidade digital crescem 2x mais rápido do que pares com baixa maturidade no mesmo setor.

O terceiro elemento do cenário é demográfico. Millennials e a Geração Z já respondem por mais de 50% das decisões de compra B2B globalmente. Esses profissionais não ligam para o representante antes de pesquisar. Eles consultam portais, comparam condições e, quando chegam ao representante, já fizeram boa parte do processo sozinhos — ou já compraram de quem deixou isso acontecer.

Para aprofundar o contexto do mercado B2B no Brasil e entender como esse movimento se traduz na operação local, vale conferir os dados do setor industrial brasileiro.

O que acontece, na prática, com as indústrias que ficam para trás

A perda não vem de uma decisão brusca do cliente. Ela acontece por acumulação, e por isso é perigosa.

Perda silenciosa de participação de mercado. Clientes migram sem avisar. Eles não fecham a conta — simplesmente passam a comprar menos de você e mais de quem oferece autonomia no processo. Quando a queda aparece no relatório, o cliente já tem outro fornecedor habitual.

Pressão de margem sem saída estrutural. Sem eficiência digital no processo comercial, o custo de atendimento não cai. Cada pedido ainda depende de ligação, planilha, e-mail ou WhatsApp. Aumentar o volume de vendas exige contratar mais representantes ou absorver mais carga na equipe interna — e isso corrói margem antes de qualquer crescimento real.

Canal desorganizado, sem visibilidade unificada. Representantes, distribuidores e atacadistas operam com informações fragmentadas: tabela de preço desatualizada, estoque que não reflete o real, pedido que entra por três canais diferentes sem consolidação. Esse cenário gera retrabalho, erro e insatisfação do comprador.

Incapacidade de escalar sem aumentar headcount. A operação manual tem um teto. Ele é humano. Quando a demanda cresce, a estrutura de atendimento precisa crescer junto — e o custo fixo sobe antes de qualquer receita incremental se consolidar.

Risco de tornar-se fornecedor de segundo nível. Compradores B2B com operação digital madura passam a preferir fornecedores que têm portal de pedido, histórico de compra e capacidade de integração com seu próprio sistema de compras. Quem não oferece isso vai sendo empurrado para pedidos menores, menos frequentes e com menor margem de negociação.

Os sinais na operação de que a indústria está perdendo pedidos por falta de canal digital costumam aparecer antes do impacto financeiro — mas são facilmente ignorados quando a operação está focada em apagar incêndios do dia a dia.

Por que digitalizar não é só criar um site

Muitos gestores industriais já tentaram alguma forma de digitalização — e voltaram atrás. Isso não significa que o conceito está errado. Significa que a implementação foi.

A diferença entre vitrine digital e operação digital é o que separa um projeto que funciona de um que gera mais problema do que resolve. Uma vitrine mostra produtos. Uma operação digital processa pedidos, aplica regras comerciais por cliente, valida crédito, reserva estoque e atualiza o ERP — tudo sem intervenção manual.

O que um canal B2B real precisa para funcionar:

Quando esses elementos não estão presentes na plataforma escolhida, o projeto falha — não porque a indústria não estava pronta, mas porque a ferramenta não atendia a complexidade real da operação B2B industrial.

Esse é o motivo pelo qual tantas indústrias “tentaram” e voltaram atrás. A experiência foi mal-sucedida, não o conceito. E a consequência prática é que o ceticismo se instala — tornando a próxima decisão ainda mais difícil.

Uma plataforma de vendas B2B resolve exatamente essa fragmentação: canal digital, representantes e operação interna funcionando de forma integrada, com uma visão consolidada da operação e dos clientes. 

Os 3 maiores obstáculos que travam a decisão de digitalizar canais de venda B2B

A maioria das indústrias que ainda não digitalizou não está parada por desconhecimento. Está parada por razões legítimas que merecem ser tratadas como o que são: obstáculos reais, com solução.

1. Medo do conflito de canal com distribuidores e representantes

É o obstáculo mais citado — e o mais compreensível. A preocupação é real: se a indústria abre um canal digital direto, o representante perde comissão? O distribuidor deixa de comprar?

A resposta depende de como o canal é estruturado. Plataformas B2B bem configuradas permitem que o representante seja atribuído ao pedido mesmo quando o cliente compra pelo portal — mantendo a comissão e a relação comercial intacta. O canal digital passa a ser uma ferramenta do representante, não uma ameaça.

Para entender como estruturar essa transição sem ruptura, veja o guia sobre conflito de canal B2B.

2. Crença de que é complexo demais para a realidade da operação

“Nossa operação tem muita exceção.” “Cada cliente tem uma tabela diferente.” “Nosso ERP é antigo.” Essas objeções são reais — mas a complexidade da operação é exatamente o argumento para digitalizar, não contra.

Operação complexa gerenciada manualmente é operação cara e propensa a erro. O que torna a digitalização viável hoje é que as plataformas B2B evoluíram para absorver essa complexidade: tabelas por cliente, regras de aprovação, integração com ERPs legados.

3. Falta de clareza sobre qual plataforma atende as regras comerciais do B2B industrial

Esse obstáculo é frequentemente subestimado. A escolha de plataforma errada — uma solução de e-commerce B2C adaptada, por exemplo — gera o ciclo de frustração descrito na seção anterior.

A questão certa não é “qual plataforma é mais popular?” mas “qual plataforma de vendas B2B processa pedidos com tabela de preço por CNPJ, integra com meu ERP e permite que o representante acompanhe o cliente no portal?”. Essas especificações eliminam a maioria das opções genéricas e direcionam para plataformas construídas para o B2B industrial.

O que fazer agora — primeiros passos concretos para digitalizar o canal de vendas

Digitalizar o canal de vendas B2B não exige uma transformação simultânea de toda a operação. O caminho mais seguro começa pelo diagnóstico.

Mapeie os pontos de contato comercial que ainda são manuais. Quantos pedidos entram por WhatsApp? Quantas cotações são feitas por e-mail? Onde o representante usa planilha no lugar de sistema? Esse mapeamento revela onde está o maior volume de retrabalho e qual parte da operação vai gerar mais retorno quando digitalizada.

Verifique se a plataforma de vendas atual suporta regras B2B reais.  Se a indústria já tem alguma solução digital, o teste prático é simples: ela processa pedidos com tabela de preço por cliente, valida crédito automaticamente e integra com o ERP sem exportação manual de planilha? Se a resposta for não para qualquer um desses pontos, a plataforma atual não é uma solução B2B — é uma vitrine.

Avalie o caminho sem forçar ruptura com o canal atual. A digitalização que funciona não elimina o representante. Ela dá ao representante uma ferramenta melhor e ao cliente autonomia onde ele quer ter. O representante continua sendo responsável pela relação comercial; o portal cuida da execução do pedido.

Para uma avaliação estruturada do estágio atual da sua operação, o portal de vendas B2B explica o que uma plataforma B2B real precisa ter — e o checklist de maturidade digital 2028 permite identificar onde sua indústria está hoje e o que precisa avançar para estar posicionada antes que o mercado feche.

A janela de 2026 a 2028 existe — mas não vai durar

A transformação do canal de vendas B2B não precisa acontecer de uma vez. Mas precisa começar agora.

Indústrias que iniciam a digitalização em 2026 têm dois anos para aprender, ajustar e consolidar o canal antes que 75% das transações B2B migrem definitivamente para o ambiente digital. Esse período de aprendizado tem valor: os erros de implementação são reversíveis quando o mercado ainda não exige maturidade plena.

Quem esperar até 2028 para começar vai entrar no ambiente digital já em desvantagem — sem histórico de operação, sem ajustes feitos e competindo com concorrentes que já têm dois anos de dados e eficiência operacional construída.

O cenário do gestor industrial olhando para os números do trimestre e não entendendo por que os pedidos caíram não é inevitável. É evitável — desde que a decisão de digitalizar o canal de vendas B2B deixe de ser “para mais tarde”.

Se você quer avaliar onde sua indústria está nesse processo, a Flexy oferece um diagnóstico de maturidade digital para operações B2B industriais. O próximo passo começa com entender o ponto de partida real — não o ideal.

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