Com vendas digitais em expansão, é hora de arrumar a casa!

Previsões otimistas não são suficientes para vender mais.

A trigésima sétima edição do Webshoppers, estudo de maior credibilidade sobre o comércio virtual brasileiro, já foi publicada. Segundo o relatório, as previsões continuam otimistas. O e-commerce deverá continuar apresentando um crescimento nominal acelerado, de 12%, com faturamento de R$ 53,5 bilhões.

Fonte: E-bit 2017

O otimismo para o e-commerce é importante? Sim, mas precisamos ser honestos – a expansão do comércio eletrônico é natural, orgânica e esperada. Talvez não nesta magnitude, mas é algo previsível, diante do avanço tecnológico e do acesso facilitado à web e suas facilidades. Esses números animadores não devem nos impedir de “arrumar a casa”. Não devemos diminuir nossa vontade de melhorar processos e explorar novos modelos de negócios.

Mesmo em um cenário econômico de relativa estabilidade, onde reina o otimismo dos especialistas, o ano de 2018 também terá uma faceta desafiadora para o comércio eletrônico. Se por um lado a Copa do Mundo deverá ser um gatilho de vendas para muitas categorias, por outro, a eleição presidencial poderá frear o consumo no segundo semestre. Alguns fatores que merecem nossa atenção:

  1. Crescimento de Marketplaces

Pela primeira vez, o estudo destacou o crescimento dos marketplaces. A venda de produtos de parceiros em representa aproximadamente 18,5% do total de vendas do comércio eletrônico no Brasil, com um total de mais de 8,8 bilhões de reais em vendas.

Assim como ocorreu no mercado de franquias, já con­solidado no Brasil, iniciar um negócio próprio ou utilizar a in­fraestrutura e marca de outra empresa ainda gera diversas dúvidas para empreendedo­res que desejam ingressar no mercado de comércio eletrôni­co por meio de marketplaces. Para saber mais sobre esse modelo, baixe o Guia Completo do Marketplace.

 

Mesmo diante dos benefícios deste modelo de negócios, vários desafios operacionais também surgiram como, por exemplo, perda de qualidade no serviço de entrega e pós­-venda e alto custo de gestão.

O Diretor Executivo da Ebit, André Dias, destaca:

O suces­so do modelo de marketplace no Brasil depende da equaliza­ção de três fatores fundamen­tais, que são a fácil e rápida integração de lojistas, gestão da qualidade de atendimento e serviços destes parceiros e ex­celência nos processos opera­cionais para gestão de estoque, frete e entrega, garantindo as­sim uma melhor experiência para os consumidores.

Porém, apesar destes riscos e incertezas para os empresários do setor, o marketplace defi­nitivamente se consolidou no país em 2017.

 

  1. Profissionalização do e-commerce

O e-commerce brasileiro precisa se profissionalizar. Trago aqui dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) recentemente trazidos pela Folha de S.Paulo. Entre todas as lojas virtuais brasileiras, 70% delas fazem menos de dez vendas por mês.

Para um e-commerce escalar, não basta abrir a loja. É preciso inovar, pensar em estratégia de preço, logística e marketing, contar com uma plataforma robusta. Ou seja: demanda investimento, principalmente de tempo, e dedicação. Se não, escalar fica complicado.

  1. Compras via mobile

Segundo o estudo, em 2018, também deverão continuar impulsionando os números do setor: a migração de usuários do varejo físico para o online e, principalmente, a expansão do uso de dispositivos móveis. Em 2017, 27,3% das compras foram realizadas via smartphones ou tablets. Para o final deste ano, o share deverá apresentar um crescimento robusto, passando a representar, no último trimestre, 37% das compras.

Portanto, coloque o mobile dentro da sua estratégia de e-commerce. Uma loja virtual sem versões para tablets e telefones impede uma boa parcela do público  de comprar.

 

 

Fonte: E-bit 2017

 

  1. Estratégia Multicanal

Estratégia bem montada ajuda a vender mais. É clichê, mas a Webshoppers desse semestre reforça isso. O estudo também revelou que quem já acessava redes sociais, serviços bancários e geolocalização pelo celular, em 2017, definitivamente também o adotou para fazer compras.

A sua empresa já realiza vendas por meio de diversos canais? Com a Copa do Mundo chegando, vale pensar em campanhas bem montadas, casadas com a ocasião. Para saber mais sobre estratégias multicanais, leia também: Quais os benefícios de trabalhar múltiplos canais de venda?

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Cristiano Chaussard

Especialista em E-commerce no Atacado, Marketing de Relacionamento e CRM pela ESPM e Gestão da Inovação pela USP, Fundador e Diretor de Expansão da Flexy Digital e Presidente ABComm/SC (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico em Santa Catarina).

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