E-commerce para shoppings: um aliado inteligente

Incorporar vendas online é essencial para manter-se competitivo

No final de 2017, pela primeira vez no Brasil, a internet superou os Shoppings Centers como opção de compras para o Natal. Os dados são de uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigientes (CNDL).

Nos Estados Unidos, de acordo com a previsão do banco Credit Suisse divulgada pela Business Insiderum quarto dos Shoppings físicos deverão fechar até 2022. Isso significa que entre 20% e 25% dos estabelecimentos perderão a concorrência frente às novas tendências e comportamento do consumidor.

Que tendências são essas? Como já mencionei diversas vezes aqui no blog, as barreiras entre os mundos online e off-line não existem mais. O fenômeno do omnichannel já é considerado uma realidade que a grande maioria das empresas de varejo e de outras indústrias terá que se adaptar, incorporar e aproveitar.

O mercado de Shopping Centers precisa aprender como acompanhar a fusão com tecnologia e adotar práticas atualizadas. Afinal, não há qualquer indício de que esse processo venha a regredir. Pelo contrário, vai seguir cada vez mais de forma sistêmica e orgânica nas atividades comerciais e empresariais.

Apesar da resistência por parte dos varejistas tradicionais e do medo de perder espaço para a internet, a realidade é que os shoppings físicos e virtuais podem se tornar dois fortes aliados. Leia também: Como uma loja virtual pode aumentar as vendas nas lojas físicas? Vamos aos exemplos práticos.

Interação online

Um caminho tomado pela gigante Westfield, ex-parceira do Grupo Almeida Junior, de Santa Catarina, no Natal de 2014, foi oferecer produtos on-line dentro das lojas dos shoppings, em grandes telas, onde o consumidor podia acessar a vitrine virtual e fazer a compra, ali mesmo. Uma integração interessante entre as duas modalidades de venda, um experimento que aproxima os dois mundos de uma forma inteligente, e que acompanha o desenvolvimento da tecnologia digital.

 

Produtos exclusivos

Nos Estados Unidos, outra estratégia de e-commerce para Shopping Center é retirar das prateleiras produtos que são vendidos na web. Nesta ótica, as lojas ganham exclusividade e fazem com que o consumidor saia de casa para comprar um produto ausente da internet. É um caminho, porém, mais difícil, pois é improvável que o consumidor não encontre algum produto na internet, e rume para a concorrência no e-commerce do vizinho.

 

Pick-up store

Também é possível viabilizar o pick-up store. Isto é, criar áreas de retirada de pedido centralizadas no shopping, tornando o processo mais cômodo para o consumidor. No próprio check-out online, o consumidor pode decidir se deseja retirar na loja ou no centro do shopping mais próximo. Dessa maneira, o cliente evita gastos com frete, pode realizar trocas com facilidade e, posteriormente, pode visitar a loja para adquirir novos produtos.

 

Atrações e Entretenimento

Uma tendência é certa: os Shoppings Centers com áreas fechadas, sem áreas livres, estão fadados a acabar, como sentenciou Rick Caruso, presidente da empresa de Shoppings Caruso Affiliated. Quanto mais áreas verdes, entretenimento e atividades alternativas oferecidas por esses locais, maior será a atratividade do consumidor.

Aumentar as ações de entretenimento pode gerar mais fluxo de potenciais consumidores. Com isso, o lojista consegue expor a sua marca para um grande volume de visitantes, aumentando o posicionamento da marca com um público potencial de vendas.

 

De Shopping Físico a Shopping Virtual

Por último e não menos importante: os shoppings físicos são um dos únicos players com ativos suficientes para liderar a corrida como marketplaces digitais. Afinal, eles já possuem grande quantidade de sellers em suas bases.

Transformar um Shopping Center – que já possui um nome conhecido, diversas lojas e um público cativo – em um Shopping Virtual, conhecidos por marketplace, pode ser uma estratégia valiosa para fortalecer a ligação on e off e ampliar vendas. Ele também se torna uma maneira de divulgar a sua marca/rede como shopping, e não apenas as lojas que o compõem.

A Flexy Digital, por exemplo, oferece essa solução para shoppings que desejam realizar vendas também pela a internet e aproveitar desse público que compra cada vez mais pela internet. Para saber mais, fale com um especialista aqui.

 

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Diante do crescimento vertiginoso do e-commerce e da queda sistemática das vendas nas lojas físicas, principalmente, nos períodos de pico, como o Natal, incorporar o e-commerce é uma estratégia crucial para manter-se competitivo.

Ao varejista tradicional, é preciso deixar claro: assim como o rádio não acabou com o telégrafo, a televisão não acabou com o rádio, a internet não acabou com a televisão, o comércio eletrônico também não eliminará a loja física.

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Cristiano Chaussard

Especialista em E-commerce no Atacado, Marketing de Relacionamento e CRM pela ESPM e Gestão da Inovação pela USP, Fundador e Diretor de Expansão da Flexy Digital e Presidente ABComm/SC (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico em Santa Catarina).

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