Marketplaces: 5 erros perigosos (e comuns) em um shopping center virtual.

Se o seu desejo é comercializar produtos pela internet, você tem duas opções: abrir uma loja virtual própria ou apostar na entrada em marketplaces – shoppings virtuais com um aglomerado de marcas e produtos. Ambas as opções apresentam vantagens e desvantagens – das quais eu já discuti em diversos artigos aqui no blog.

Hoje, vou falar com  você que escolheu participar de um shopping virtual. Em primeiro lugar, parabéns pela decisão. Em segundo lugar, fique atento a algumas armadilhas do mercado! Abaixo, eu apresentarei 5 erros perigosos (e comuns) presentes em alguns shoppings virtuais.

1 – Participação no lucro: altas taxas de comissão.

Um shopping virtual pode ser uma opção para reduzir os custos de ingresso no comércio eletrônico, principalmente, para pequenos e médios varejistas. Porém, a maioria dos marketplaces tem comissionamento de 7% a 25% sobre as vendas, dependendo de qual o produto ofertado. Para definir este percentual, é analisada a margem de lucro do produto, o ticket médio, a concorrência no mercado (que impactam o preço da mídia de busca no Google), entre outros aspectos. Em alguns casos, a operação de venda desse tipo de produto em marketplaces pode se tornar inviável.

2 – Diluição da marca do varejista.

Estar no meio de tantas outras marcas pode ser um risco considerável. Temos que reconhecer que esse é um fator inerente ao comércio em geral, que inclui as lojas físicas e os centros comerciais. Mesmo assim, é sempre bom analisar com cuidado onde está se pisando no universo virtual: será que a sua marca não será engolida por milhares de outras?

Além disso, se você optou pelo marketplace, deve ficar atento se a própria marca do shopping virtual não concorre com a sua. Sua marca dentro do espaço virtual de outro varejista pode gerar ruídos. Esse é um erro comum em shoppings virtuais no Brasil, que estão pensando somente no lucro da operação.

3 – Privilegiar o preço.

Focar somente em preços baixos para atrair o consumidor e diferenciar as lojas é um grande erro dos marketplaces. Quanto mais arrocho no preço você fizer, mais vai atrair o olhar do cliente. No entanto, isso desqualifica a margem de lucro do grande parceiro do marketplace: você, o lojista.  

Em um certo ponto, ficará desinteressante permanecer no shopping virtual, pois isso pode comprometer o negócio como um todo. Práticas como busca pelo preço devem ser evitadas pelos marketplaces. É preciso privilegiar a busca pela qualidade, por produto mais procurado, pela avaliação de produto e buscas por proximidade ao consumidor.

4 – Não se especializar.

Atualmente, os grandes marketplaces trabalham com produtos muito abrangentes. Por isso, para os lojistas, a concorrência é grande e o retorno financeiro nem sempre vale a pena.

Esses marketplaces precisam de muito investimento para continuarem atraindo clientes. Suas taxas de conversão costumam ser baixas – a média do e-commerce brasileiro é 1,4% (dados do Atlas de 2017) -, devido à oferta de produtos extremamente variados. Como vendem de tudo, precisam atrair todos os perfis de clientes possíveis.

Por isso, muitos empresários já estão apostando nos marketplaces de nicho – especializados em segmentos específicos – com o objetivo de direcionar sua  verba, tempo e esforços no lugar certo: a atração do cliente ideal. Para você, lojista, vale a pena encontrar esses shoppings virtuais que vendem somente o produto que você oferece.

Leia mais sobre o assunto e entenda as vantagens no artigo: O que são nichos de mercado e como explorá-los por meio dos marketplaces?

5 – Ignorar a regionalização.

Hoje, todos os shoppings virtuais têm uma vitrine inicial geral para todos os consumidores que acessam a página. Infelizmente, nem sempre há uma regionalização de acordo com a posição geográfica da loja. Com isso, fica ainda mais diluída a possibilidade de um consumidor encontrar você. Quando regionalizamos, somos mais democráticos: os lojistas próximos ao consumidor ganham destaque e o consumidor encontra com facilidade uma loja com valores de frete menores,  melhores condições de troca e etc.

Leia também: Como funciona a geolocalização em marketplaces?

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Aspectos como participação nos resultados das lojas, relevância do site na web, investimentos em promoção/publicidade são ainda outros fatores a serem analisados na hora de se juntar a um marketplace.

Fique atento! Deixe nos comentários sua opinião e dúvidas.

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Cristiano Chaussard

Especialista em E-commerce no Atacado, Marketing de Relacionamento e CRM pela ESPM e Gestão da Inovação pela USP, Fundador e Diretor de Expansão da Flexy Digital e Presidente ABComm/SC (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico em Santa Catarina).

One thought to “Marketplaces: 5 erros perigosos (e comuns) em um shopping center virtual.”

  1. Muito interessante a publicação
    Estou abrindo um marketplace regional e estou muito confiante, porém, estou com dificuldade para o lançamento
    Não sei qual a melhor estratégia para o lançamento
    O meu marketplace é regional por cidade

    Obrigado

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